1. Capítulo vinte e quatro: Ação de Graças

    Eu, Dri, Ash e Dan seguíamos até a entrada da casa de minha tia encontrar nossos amigos, nós tínhamos combinado de ir a um passeio que eu tinha proposta, ninguém sabia para onde era, ia ser algo como ‘surpresa’.

    -Oi pessoal! – Todos responderam um ‘oi’ em coro. – Subam peguem seus transportes e me sigam, e sigam rápido porque eu não vou devagar.

    Todos seguiram atrás de mim sem entender nada, mas também sem perguntar, na garagem três bugs, um triciclo e duas motos nós esperavam. Eu corri peguei na mão de Adriana e a puxei junto comigo até o triciclo, os outros foram para os outros ‘transportes’. Ashleigh foi com Gabriel em um dos bugs, Ana Paula e rafael foram no outro, estavam formados os casais do passeio. Bruna e Lucas foram no bug que tinha sobrado e Vinicius foi em uma das motos.

    Eu liguei o triciclo e saí em disparada pelo portão, Adriana agarrou em mim com a maior força que pude, e consegui ver que os outros vinham rápido atrás de mim também.

    Andamos por uma rua toda rodeada por arvores, que lembrava muito a estrada que levava para a Sawary School. Logo começamos a subir e no começo da subida pudiamos ver de frente a grande letreiro que indicava ‘HOLLYWOOD’ ao longo do caminho fomos contornando o letreiro até chegar a um local em que não podia se passar com veículo, todos desceram e foram me seguindo pelo pequeno morro a frente.

    Logo chegamos ao letreiro, todos ficaram maravilhados, não tinham idéia de que podia se chegar ali.

    -Nossa a vista daqui de cima é linda! – Falou Ashleigh com um suspiro logo em seguida. Gabriel a puxou para mais perto e passou o braço por sua cintura.

    -É mesmo. – Disse Ana Paula apoiando a cabeça no ombro de Rafael, pelo jeito os dois tinham resolvido todas as intrigas.

    Tudo, naquele momento, estava em paz, todos agora sentados na beira do morro, admiravam a vista que a encosta do letreiro nos permitia ter, eu penssava em tudo que nós tínhamos passado em tão pouco tempo, intrigas, mistérios, eleições… Romances.

    Depois de observar o lindo por do sol todos se puseram de pé, nossos amigos iam agora para Orlando passar os últimos dias do feriado na Disney, era hora de dizer adeus.

    Eu tive que dizer adeus mais vezes do que eu teria gostado, mas todo mundo pode dizer isso.

    E não importa quantas vezes o fazemos, mesmo quando é para um bem maior, sempre fere.

    E pensamos que nunca nos daremos por vencido, devemos aos outros mesmo seguir adiante.

    O que nós não podemos é viver nossas vidas sempre com medo do próximo adeus, porque as oportunidades estão aí e elas não vão parar.

    O truque é reconhecer quando um adeus se torna uma coisa boa, e uma chance de recomeçar.

    Nós subimos em nossos veículos e partirmos em direção a casa.

    O ano estava apenas começando, só tinham se passado dois meses, muitas coisas ainda nos esperavam.

    FIM

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  2. Capítulo vinte e três: Encontros

    Minha tia pulava com uma plaquinha que dizia ‘Mike e amigos’, eu comecei a dar risada assim Ash, Dan e Dri. Corri até ela e a abracei forte, os outros a cumprimentaram educadamente.

    Minha tia se chamava Juliet, ela era loira, seus olhos eram verdes e era bem alta comparada a outras mulheres.

    Nós pegamos nossas malas e seguimos até o estacionamento onde ela tinha deixado o carro, na verdade não um carro.

    Ela tinha vindo com a grande pick-up Dodge Ram 2009 que ela tinha, o sol brilhava muito e o calor começava a nos consumir, colocamos nossas malas na parte de trás e subimos na mesma, eu sentei em uma das laterais, Adriana sentou no recuo do pneu ao meu lado e segurou minha mão, Ash se acomodou no canto da carroceria encostando na parede da cabine e Daniel sentou na outra lateral.

    Que saudade que eu sentia da minha querida cidade, só se via carros de marca andando pela rua, Ferrari, Lamborghini e outros. As grandes lojas de grifes lotavam as calçadas e as pessoas saiam constantemente de suas portas cheias de sacolas nas mãos.

    Logo as mansões começaram a surgir eu reconhecia as casas de alguns famosos e me fazendo de guia turístico ia indicando as casas de cada um para os meus amigos, até que apontei algo que os assustou.

    Minha família não era das mais pobres de Los Angeles e a maior parte dela morava ali mesmo em Beverly Hills, a casa de minha tia não era tão grande quanto à de alguns famosos que eu havia mostrado, mas era bem grande, mas não tanto quanto o terreno. Para chegarmos até a casa passávamos pelo grande portão e ainda tínhamos que andar mais um pouco. Na garagem a Ferrari Scuderia amarela de meu tio, a Land Rover LRX branca de meu primo e o querido New Beetle conversível preto de minha prima descansavam.

    Descemos rapidamente da Pick-up, pegamos nossas malas e entramos na casa pela grande porta de madeira.

    A sala estava um pouco diferente de quando eu tinha ido embora, a sala antes toda vermelha e com teto branco, agora ganhava o teto de madeira assim como uma das paredes, uma grande TV de LCD era pendurada na parede de madeira e um grande móvel rústico estava posto bem abaixo dela e um tapete branco bem grande contrastava com o piso preto, a frente podíamos ver a entrada para o cozinha e do nosso lado esquerdo a escada suspensa que levava ao segundo andar.

    Subimos rapidamente até o quarto onde iríamos ficar e logo descemos em direção a cozinha onde se encontravam minha prima, Casey, meu primo, Cappie e meu tio Ben.

    Logo que entramos na cozinha minha prima levantou num pulo da cadeira e veio correndo até nós, seus cabelos loiros como o da mãe voavam no ar como um efeito de cinema ela abraçou a todos e se apresentou assim como os outros.

    Minha prima tinha dado a idéia de dar um passeio pela cidade e logo depois do almoço nós fomos.

    O New Beetle de minha prima era bem potente e ela não tinha dó de pisar no acelerador. Nós corríamos pelas ruas em meio a arvores de Beverly Hills, o vento batia em nossos rostos e os cabelos estavam aos ares, logo chegamos à orla e minha prima diminuiu a velocidade para apreciarmos o mar. Casey estacionou o carro e fomos andando pelas lojas até uma garota de cabelos loiros chamou minha atenção.

    Não podia ser ela, ou podia? Aqueles cabelos loiros e a pele branca eram inconfundíveis, mas… Seria muita coincidência, a garota olhou para nós e após alguns instantes de constrangedoras observações a garota soltou um grito.

    -BRUNA! – Eu gritei, era ela.

    Nós olhamos animados a garota atravessar a rua toda saltitante, ela chegou bem perto de mim e agarrou meu pescoço, fez o mesmo com o Daniel e Ashleigh, quando chegou em Adriana ficou com um pouco de receio mas fez o mesmo.

    -Você tá sozinha aqui, Bru? – Perguntou Ashleigh animada.

    -Não! Tá todo mundo aqui.

    -Todo mundo quem? – Perguntou Daniel com uma voz bem animada.

    -Gabriel, Ana Paula, Rafael, Vinicius e Lucas.

    -O Gabriel está aqui? – Perguntou Ashleigh quase num grito olhando para os lados procurando o alto garoto.

    -Eles estão na sorveteria ali na frente, eu tinha ido pegar um mapa ali na frente e estava indo encontrar eles, querem vir?

    -Sim! – Falou Daniel já se posicionando ao lado da garota.

    Nós andamos um pouco e logo chegamos na porta de uma sorveteria, entramos e começamos a procurar, Daniel gritou um ‘ali’ apontando para uma mesa, lá estavam todos sentados, já fazia bastante tempo que eu não os via, nós corremos até a mesa deles.

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  3. PARTE III - MIKE. Capítulo vinte e dois: Tempo

    A vida é como um relógio quebrado, os nossos melhores momentos passam tão rápido que não conseguimos nem ver, Já os ruins… Duram uma eternidade.

    As semanas passaram tão rápido que nem parecia que já passávamos da metade de novembro, eu estava cada vez mais próximo de Adriana, o que me deixava muito feliz, na semana seguinte a escola entraria em recesso já que seria a semana de Ação de Graças e muitos dos alunos da Sawary School iriam para a casa de suas famílias nos EUA para comemorar.

    Eu era uma dessas pessoas, mas eu não iria sozinho, Ashleigh, Daniel e Adriana iriam comigo passar o feriado em Los Angeles, minha cidade natal. Todos estavam animados, inclusive a minha família que morava lá, eles estavam super animados para conhecer meus amigos Brasileiros e minha amiga inglesa.

    Era o último dia de aula antes do recesso e todos estavam no pátio principal esperando o discurso do novo diretor, o diretor Pagraffini depois de contar toda a verdade para a mulher resolveu viajar pelo mundo e refletir um pouco sobre sua vida, ele só voltaria no segundo semestre, enquanto isso quem estava cuidando da direção da Sawary School era seu irmão Roberto Pagraffini.

    Ele era legal e todos deram muitas risadas com seu discurso, ele se despediu e desejou um bom feriado a todos. O sinal tocou.

    Todos os alunos começaram a se abraçar e a se despedir, logo o pátio tinha ficado quase totalmente vazio e nós fomos em direção a saída, nossos pais nos encontrariam no aeroporto nós estávamos indo para lá com o motorista de Adriana.

    Meus pais não iriam para lá por causa do trabalho assim como os pais dos outros, eles só iriam nos encontrar no aeroporto para se despedir.

    No aeroporto pudemos identificar vários alunos da Sawary School e sentados na cafeteria, nossos pais, nós corremos até eles, os carrinhos com nossas malas estavam com eles.

    -Vamos crianças? – Disse minha mãe, Silver, já levantando da cadeira.

    -Vamos. – Nós dissemos todos juntos.

    Cada pai agarrou seu filho e nós fomos em direção ao balcão do Check-in.

    Não demorou muito e logo nosso vôo foi chamado, identifiquei choros, palavras de despedidas e gemidos por causa de abraços apertados.

    Nós quatro fomos andando lado a lado e quando chegamos à entrada, demos uma última olhada e um tchauzinho. Entregamos nossas passagens e passaportes para a moça na entrada.

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  4. Capítulo vinte e um: Ascensão e queda das Meninas Malvadas

    As meninas malvadas existem na Sawary School desde sua inauguração, no começo era mais um grupo de populares do que o que nós viramos agora, um grupo para manipulação sem escrúpulo algum que só vai para a escola para acabar com as pessoas e faze-las ajoelhar em seus pés. Tá, não é tudo isso, mas estamos no caminho, o grupo das meninas malvadas é sempre escolhido pelo grupo anterior ou seja quando as três meninas se formam no último ano elas escolhem outras três que estão se formando no nono ano ou a antiga oitava serie estas ‘governarão’ a escola durante três anos até passar o cargo para outras três garotas.

    Ravine, Cristiane e eu já éramos populares desde antes de nos tornar as meninas malvadas lógico que não mais que as mesmas, e bom nós éramos porque éramos e não por obrigação, a gente fazia as coisas por diversão, descobríamos coisas sobre as pessoas, espalhávamos pela escola, mas nunca usávamos como Ravine tinha feito, CHANTAGEM.

    Depois de nos tornarmos as meninas malvadas Ravine tomou poder e de tudo e por causa de nossa aceitação, ela começou a nos xingar e a fazer coisas horríveis mesmo antes das aulas começarem, mas eu não iria mais aceitar aquilo eu não podia mais deixar que Ravine ficasse no poder, isso era não só par o meu bem, mas para o bem de todos.

    Eu praticante corria pelos corredores da Sawary School, Ashleigh e os outros tinham sumido e por tanto tempo de procura eu já sabia o que iria fazer, poderia acabar com tudo que eu tinha conseguido, acabar com a minha popularidade, meus créditos, mas era por uma boa causa eu ia acabar com Ravine, Cristiane e com as Meninas Malvadas se possível.

    Depois de muita procura eu os encontrei, eles estavam no corredor que dava para o auditório provavelmente eles tinham ido a algum lugar e agora voltavam.

    -Esperem. – Eu gritei o mais alto que consegui eles estavam bem longe de mim, eles olharam para trás e pararam, eu corri até onde eles estavam.

    -O que você quer… Traíra? – Disse Ashleigh impaciente, eu queria sair correndo, mas eu tinha que avisar que eu ia dar um jeito em tudo. – Não temos muito tempo.

    -Me desculpem, me desculpem mesmo por tudo! – Eu olhava nos olhos de Ashleigh. – Mas eu preciso contar uma coisa para vocês.

    -Fala logo. – Disse Daniel saindo de trás de Ashleigh com uma voz nervosa.

    -Estão vendo isso aqui? – Eu perguntei levantando o CD. – Ele contém um vídeo do diretor Pagraffini traindo a mulher dele e a Ravine utilizou isso para chantageá-lo, mas eu vou dar um jeito em tudo, eu prometo… Ninguém que custe tudo o que eu tenho. – As lágrimas chegaram a meus olhos, mas eu não poderia chorar de novo na frente de Mike ele não poderia achar que eu sou fraca.

    -Aquela… – Ashleigh começou a falar, mas eu não ouvi o resto corri para dentro do auditório, o diretor já estava se aproximando.

    Enquanto descia as escadas ia tentando esconder o CD, consegui um lugar para ele na minha blusa, eu não iria ter que esconder ele por muito tempo, Mike, Ashleigh e Daniel sentaram em seus lugares e logo o diretor entrou no auditório cabisbaixo.

    A vice-diretora tomou seu lugar na cadeira assim como os professores, logo o diretor começou a falar.

    -Os dois grupos são excelentes, mas apenas um pode ganhar a competição por isso depois de muita discussão nós decidimos que quem venceu a eleição é…

    -Não seremos nós! – Eu gritei enquanto me levantava e Ravine tentava me puxar para baixo. – Aliás não existe nós Ravine, quer dizer… Querida. – Eu andei até o diretor e falei baixo para ele. – Você não precisa se preocupar com o vídeo. – Eu falei colocando o CD em sua mão. – Mas tem alguém que merece saber a verdade não?

    -Eu vou contar e… Obrigado Adriana, você foi muito corajosa.

    -Obrigada, mas agora é hora de anunciar quem merece de verdade ganhar essa eleição. – Eu olhei para Mike ele olhava para mim e um quase sorriso estava no rosto dele, meu peito se encheu de felicidade.

    -E é com orgulho que eu anuncio que os vencedores são Mike, Daniel e Ashleigh, parabéns Mike, você é o novo presidente da Sawary School!

    Todos levantaram e ovacionaram os três vencedores, ele mereciam, Ravine que estava estava de pé soltou um grito que doeu em meu ouvidos, eu comecei a rir.

    Ashleigh, Mike e Daniel se aproximaram de mim e sorriram.

    -Obrigado… Dri. – Disse Mike sorrindo para mim. – Mas você mereceu tudo aquilo.

    -É eu sei, e obrigado Mike se não fosse por aquilo eu não teria tomado coragem de fazer aquilo, pelo jeito agora eu não tenho mais popularidade, mais amigos, e sem nenhum grupo.

    -Quem disse que não tem grupo? – Ashleigh disse e depois me agarrou me puxando para fora do palco junto com ela, Mike e Daniel vinham logo atrás.

    Para sair do auditório foi um pouco difícil, vários alunos vieram para cima de nós para dar parabéns a Mike e aos outros e nós tivemos que ir furando uma fileira para chegar até a porta, depois de bastante tempo chegamos até ela, depois que eu saísse daquela porta minha vida provavelmente iria mudar, e muito.

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  5. Capítulo vinte: Eleições - Parte II

    A semana restante para as votações não demoraram a passar, eu e as meninas assim como Mike, Ashleigh e Daniel fazíamos discursos, debates e tudo que podíamos para conquistar nosso público, Ravine não queria perder aquela votação de forma alguma e se começasse a ser interrompida ela tinha suas cartas na manga.

    A semana passada havia sido trágica, Julia, Matt e Viviane graças a nossa proposta tinham desistido da competição, na hora do discurso deles Julia veio aos prantos até o microfone e anunciou que o seu trio não estava mais na competição, não vou esconder que fiquei com dó até porque tinha sido por minha culpa, eu tinha pegado aquelas informações, a garota nos fitava com um olhar de total ódio enquanto dava a notícia e logo o trio desceu do palco e se retirou do auditório meia lua.

    Todos tinham ficado surpresos com o inesperado ‘discurso’ da garota e todos se perguntavam do porque da desistência, eles eram os favoritos para a vitória.

    Desde aquele dia percebi que Mike não sorria mais para mim quando me olhava, sentia mais ódio no olhar dele do que qualquer outra coisa, eu não entendia o porquê, ele não poderia saber o que eu tinha feito para os três, só se algum deles tivesse contado, eu tinha que saber o porque.

    Nós tínhamos sido avisados de como a votação iria funcionar. Nós iríamos ficar no auditório esperando enquanto a votação acontecia e logo depois a contagem iria começar. Ainda faltava uma hora para começar e graças a um poder divino eu não estava junto de Ravine e Cristiane pelo que eu tinha entendido elas estavam planejando alguma coisa, eu aproveitei o momento e saí feito doida pela escola procurando por Mike.

    Logo eu o encontrei, ele estava encostado em uma parede com a cabeça abaixada e sussurrando alguma coisa que eu não conseguia ouvir, me aproximei.

    -Oi Mike! – Eu sorri. – Não fala mais comigo, é?

    -Antes você não queria minha companhia, não é? – eu não quis assentir, um aperto veio em meu coração. – Pois é agora sou eu que quero distancia sua… Sua… Víbora. – Praticamente cuspiu a última palavra, uma lágrima escorreu pelo meu rosto.

    -Como assim Mike? – Outra lágrima. – O que está acontecendo?

    -Você acha que eu não sei que você e as suas pirainhas fizeram com o outro trio? Vocês são horríveis! – Mike gritava e eu cada vez chorava mais. – Eu só não contei para o diretor porque eu quero ganhar por mérito próprio e eu não teria provas.

    -Mais… Mike… – Eu tentei comecei a falar, mas eu soluçava e logo Mike me interrompeu.

    -Mais nada ADRIANA. – Ele falou meu nome como se fosse algo nojento, eu não sabia se o meu choro ainda podia aumentar. – Chorar não vai adiantar você vai continuar sendo uma idiota para mim, eu não vou cair na sua garota, eu não quero mais nada de você! Você só liga para essa tal de ‘popularidade’ você nem se toca do que você está fazendo.

    Meu celular tremeu no meu bolso de trás e eu aos soluços o peguei, no visor dizia, uma nova mensagem, eu com os dedos tremendo apertei o botão para ler, era de Ravine, ela estava me chamando.

    -É da ‘bruxa mor’ não é? Vai logo atrás dela e me deixa sozinho, NUNCA MAIS dirija a sua palavra a mim.

    Eu abaixei a cabeça e fui correndo até o auditório, pelo som Mike estava indo também, a eleição estava prestes a começar.

    Eu não podia chegar a frente de Ravine com o olho vermelho, chorando e com a maquiagem borrada, eu corri para dentro do banheiro que ficava dentro do auditório e já fui abrindo a torneira e jogando água no rosto, abri minha bolsa e peguei o kit de maquiagem para refazê-la, eu não demorei muito e logo eu estava ao lado de Ravine me desculpando pela demora e tentando dar falsos porquês do meu sumiço.

    Logo deu o horário e o diretor Pagraffini abriu as votações, muitos alunos já estavam no auditório esperando e já foram rapidamente com os dedos nervosos em direção á uma das urnas que tinham sido postas em locais estratégicos do auditório.

    Nós, os concorrentes, enquanto os alunos votavam ficávamos sentados apenas olhando e em alguns momentos acenando para os eleitores, eu ainda tinha vontade de chorar mas eu não podia, não com Ravine e todo mundo ali eu tinha me segurar, em vários momentos eu abaixava a cabeça, fechava os olhos e respirava bem fundo tentando espantar as lágrimas que vinha á todo momento em meus olhos.

    Levou pouco mais de uma hora para todos os alunos votarem e logo a contagem começou, uma bancada havia sido posta, onde oito pessoas contariam os votos e três pessoas que estavam sentadas no auditório foram chamadas para conferir os votos, em caso de roubo para um dos concorrentes. O sorriso estava visivelmente estampado no rosto de Ravine a certeza que ela tinha de que iria ganhar era assustadora.

    Cada risco que eles faziam no papel era um aperto no coração, minha barriga ficava cada vez mais gelada e meu coração parecia que iria voar pela minha boca.

    Após computarem mais de trezentos votos um envelope foi passa para a vice-diretora Marcela que o passou para o Diretor Pagraffini, ele abriu o envelope e fez uma cara que eu identifiquei como ‘surpresa’, ele falou algo que ficou difícil de acreditar.

    -Alunos, pela primeira vez na historia da Sawary School, houve um empate na votação para presidente. – Cochichos e caras de espanto se espalharam pelo auditório lotado ninguém entendia como isso podia acontecer, eram muitas pessoas que tinham votado era quase impossível dar um empate. – Como consta no regulamento deste evento quem decidirá o novo presidente da Sawary School, serei eu e a vice-diretora Marcela juntamente com o corpo docente do colégio, nós iremos nos reunir e avaliaremos todos os esforços que os dois trios tiveram e dentro de alguns minutos, ou horas… – O diretor deu uma pequena risada da sua própria piada – nós voltaremos com o resultado, enquanto isso vocês podem andar um pouco, beber água e o que mais vocês tiverem de fazer.

    Ashleigh estava com uma cara de espanto que chegava a ser engraçado, Daniel ainda tinha uma expressão de ‘o que está acontecendo?’ e Mike… Eu não quis olhar para o garoto. Mas por algum motivo Ravine e Cristiane davam risadinhas ao meu lado, Ravine levantou e seguiu na direção do presidente que se retirava do auditório por último logo atrás de Marcela.

    -O que ela vai fazer? – Eu perguntei para Cristiane sem demonstrar muito interesse.

    -Lembra aquele dia que ela te pediu aquele serviço e eu fiquei pra trás com ela? – Eu assenti. – Então, ela tinha me pedido para descobrir alguma coisa do diretor para qualquer eventualidade, tipo essa.

    -E… – Eu não consegui me conter a curiosidade estava presente na minha voz.

    -Tá vendo aquele CD na mão da Ravine? Nele tem um vídeo do diretor traindo a mulher dele com aquela vice-diretora.

    -Meu Deus… E só tem aquela cópia? - Eu realmente não sabia porque eu tinha perguntado aquilo mas me pareceu necessário.

    -Não, eu consegui esse vídeo ontem e foi apenas o tempo de gravar em no CD e deletar do resto minha mãe não pode saber que eu fico gravando esse tipo de coisa não é? – Cristiane começou a rir, mas logo parou, Ravine estava se aproximando.

    -Pronto meninas, a presidência é minha! Quer dizer… Nossa.

    -Bom eu vou no banheiro, daqui a pouco eu volto. – Eu com certeza não ia ao banheiro, sem que Ravine percebesse eu peguei o CD de sua mão e fui correndo em direção á saída, a gente não merecia ganhar eu tinha que dar um jeito, não podia dar esse gostinho á Ravine, comecei a andar pelos corredores procurando Ashleigh, Daniel e Mike enquanto penssava no que eu iria fazer, eu sabia que Mike não queria minha presença mas eles tinham que saber toda a verdade.

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  6. Capítulo dezenove: Chantagens

    Ravine, Cristiane e eu íamos em direção ao auditório, os discursos começariam em trinta minutos e nós ainda tínhamos que utilizar de nossas informações.

    Nós descemos as escadas da construção meia lua, aquele auditório era bem estranho, um pequeno palco era montado no nível mais baixo da construção enquanto as cadeiras iam subindo seguindo o desenho do prédio bem a frente do palco se elevava uma escada que levava direto á porta de entrada. Julia, Viviane e Matt já ocupavam a mesa deles em cima do palco e nós fomos até eles.

    -Olá concolegas! – Disse Ravine naquele tom cínico já conhecido. – Viemos aqui para fazer uma pequena proposta a vocês.

    -Nós não queremos fazer nenhum tipo de acordo com vocês. – Respondeu Julia logo em seguida.

    -Mas esse eu tenho certeza de que vocês não irão recusar. – Logo após falar, Ravine pegou nas mãos de Cristiane uma pasta a abriu e continuou. – Nunca imaginei que a vida de vocês era tão interessante. – Cristiane deu uma pequena risada e percebi que Viviane começava a encolher na cadeira.

    -Viviane… Fugir de um país? Super corajoso, será que seu pai está bem na cadeia? – Os olhos de Viviane encheram de lágrimas enquanto ela tentava se encolher mais na cadeira que estava posicionada atrás da mesa, Ravine prosseguiu. – E Julia, penso eu que seus pais não gostariam de saber que você quebrou o seu juramento, porque foi isso que você fez quando colocou esse anel no dedo não é? Eu teria vergonha de usá-lo… Ou não. – Ravine deu uma pequena risada após as duas últimas palavras, Julia tentou começar uma frase com um ‘sua…’ mas Ravine a interrompeu. – E você Matheus? Ou devo te chamar de Matt, o menino dos meninos? Acho que os jogadores de futebol não gostariam de saber que você contou para todo mundo que ficou com quase todos eles, estou certa? – O garoto em segundos ficou vermelho e não sabia onde enfiar a cara quando as duas amigas olharam para ele com cara de indignadas.

    Julia virou a cabeça para frente fechou os olhos e logo os abriu novamente.

    -O que vocês querem? – Disse a garota totalmente enfurecida e com o olho tomado por lágrimas.

    -Apenas que vocês desistam das eleições. – Ravine falou como se fosse a coisa mais natural do mundo.

    Julia gritou um xingamente e saltou da cadeira indo direto para Ravine. Viviane e Matheus a seguraram e a puxaram de volta para a cadeira. Matt virou para nós e começou a falar.

    -Ok nós vamos desistir. – Viviane derramava lágrimas de tristeza, já Julia, derramava lágrimas de raiva.

    Ravine virou e foi em direção á nossa mesa dando risada e eu fui por último, quando estava passando pela frente de Viviane joguei o diário em seu colo e sorri para ela.

    Mike, Daniel e Ashleigh chegaram e se sentaram em sua mesa, logo depois os alunos começaram a ocupar as cadeiras do auditório e os discursos tiveram início.

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  7. Capítulo desoito: gay?!

    Fui correndo até o campo, a treinadora odiava que chegasse atrasada, eu entrei no campo já com o meu uniforme e corri até Ravine e Cristiane com um sorriso maligno no rosto, elas iriam gostar das coisas que eu descobri.

    Eu contei para as meninas tudo o que eu havia descoberto e Ravine me deu as devidas congratulações, em pouco tempo o treino começou.

    Após saltos, pirâmides e coreografias o treino chegou ao fim assim como o treino de futebol que estava acontecendo no mesmo campo, eu corri até o melhor amigo de Matheus, Bruno.

    -Oi Bruno! – Eu sorri.

    -Nossa Adriana resolveu falar comigo depois de tanto tempo?

    -Ai desculpa ficar sem falar com você por tanto tempo, e você pode até achar que vim por interesse porque eu vim aqui para te perguntar uma coisinha… – Fiz minha cara de cachorro pidão.

    -Fala.

    -Será que o Matt ficaria comigo se você falar com ele? – Minha intenção era tirar a informação do próprio garoto, mas Bruno começou a rir.

    -Acho que o Matt não joga no mesmo time que você, só no mesmo campo – Eu fiz uma cara de interrogação, Bruno dessa vez foi mais direto. – Ele já ficou com tipo, metade do time, de alguma forma ele consegue que os moleques fiquem com ele. – Eu pasmei.

    Essa com certeza era a notícia mais bombástica que eu tinha conseguido, tive que utilizar minha mão para fechar minha boca que estava totalmente escancarada. Matt era… Gay?! Naquele momento veio na minha cabeça uma daquelas caixas de cigarro que na parte de trás vem escrito um problema causado pelo cigarro, mas nessa caixa não estava escrito uma doença e sim a seguinte citação:

    Adriana adverte:

    Procurar podres das pessoas pode traumatizar

    Bruno interrompeu meu pensamento, aliás, ainda bem que ele o fez, eu já ia começar a rir quando ele falou.

    -Mas serio Dri, não conta para ninguém, isso fica entre nós, ok?

    Eu assenti, virei às costas e soltei um daqueles meus sorrisos malignos, ele não ia ver mesmo, comecei a andar, minha tarefa estava cumprida.

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  8. Capítulo dezessete: Segredos Japoneses

    Na contracapa a menina havia escrito seu nome completo ‘Viviane Midori Tashiro’ e o ano de nascimento ‘1994’ quinze anos assim como eu, as meninas e o nosso trio inimigo. Meu pensamento de trio inimigo veio com o rosto do lindo menino Mike, eu o desejava, e parece que o meu pensamento era forte, alguns segundos depois do rosto do garoto se projetar em minha mente ele passou pelo lado de fora da cafeteria, eu o via através de um vidro, ele entrou.

    Um calafrio percorreu meu corpo quando o garoto olhou para mim e sorriu, aliás, ele sorria toda vez que me via desde aquela nossa conversa no campo de futebol.

    Ele pegou algumas coisas no balcão e em vez de procurar alguma mesa ele veio até a minha, eu rapidamente fechei o diário e tentei compor minha cara de arrogância mesmo com muita dor no coração, eu queria ser legal com ele, eu gostava dele, muito.

    Mike sentou na cadeira que tinha sobrado na mesa e foi se aproximando de mim com ela.

    -Oi, tudo bem? – Ele sorria enquanto falava. – Não falo com você desde aquela conversa no campo.

    -Eu pareço estar querendo conversar? – Eu disse quase cuspindo as palavras em um tom de arrogância. – Se eu vim para cá é porque nesse horário não tem muita gente aqui e eu quero ficar sozinha – Dei ênfase a ultima palavra.

    -Ai garota, eu sei que você faz isso porque é obrigada, fala sério, aquela Ravine é uma bruxa, não?

    -E a Cristiane é a aprendiz – Eu sussurrei.

    -O que? – Ele perguntou com falsidade na voz o que deixava claro que ele tinha ouvido, eu ri baixo.

    -Nada não. – Eu joguei as palavras para fora falando pausadamente como se eu, ou ele, fosse algum tipo de débil, eu não me agüentei, comecei a rir mais alto, e deixei um sorriso de orelha a orelha surgir.

    -Viu você é legal, e quer ser legal comigo, mas eu não vou atrapalhar seu momento. – Ele levantou da cadeira e devagar foi saindo da cafeteria sem olhar para trás, minha vontade era de dizer ‘não’ e pedir para que ele voltasse, mas eu não podia, tinha uma tarefa a cumprir, abaixei a cabeça e sorri.

    Peguei o diário novamente e fui para a primeira página escrita, fui folheando o diário procurando algo que me servisse, primeiro fiquei impressionada com a linda caligrafia da garota que fiquei analisando por um tempo e depois achei um trecho me disse tudo que eu precisava.

    Eu e minha mãe acabamos de chegar ao Brasil

    Viemos para cá fugindo do meu pai, ele estava nos violentando

    Nós o denunciamos antes de virmos para cá

    Isso quer dizer que logo estará preso e talvez nós pudéssemos voltar ao Japão

    Mas eu duvido muito, uma boa parte da família de minha mãe mora por aqui,

    Minha mãe gosta do lugar e eu não vou mentir, eu também gostei.

    Eu fechei o diário e segui para o treino das líderes de torcida onde provavelmente eu iria encontrar informações sobre a pessoa que faltava, Matheus.

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  9. capítulo desesseis: a tarada e o diario

    -Oi, tudo bem? – Eu falei para a garota que estava mais próxima – Eu sou Adriana.

    -É eu sei quem você é, eu estou bem. – A garota tentava falar em um tom de arrogância, mas conseguia, a cena ficava até engraçada.

    Após minutos de conversa com ela e com os outros do grupo eu já tinha ganhado a confiança deles, era hora de falar sobre Julia.

    -Vocês são amigos da Julia, não? – A garota fez um sim com a cabeça enquanto resolvia um exercício. – Então, ela tem namorado? Porque ela usa uma aliança no dedo. – Foi a primeira coisa sobre a garota que veio em minha cabeça.

    -Ah aquilo? Tem alguma coisa a ver com a religião dela, é um anel de castidade, os pais dela que deram, parece que ela só pode fazer sexo depois do casamento. – Todos começaram a rir, eu senti que eu estava chegando perto da minha informação.

    -Como se ela já não tivesse feito com uns três caras, aquela menina é uma louca disfarçada.

    A única coisa que veio na minha cabeça foi um ‘Meu Deus’ e então tive que segurar a risada, tinha sido tão fácil, eu ficava cada vez mais impressionada comigo mesma.

    Logo depois da minha descoberta o sinal tocou, eu levantei rapidamente e fiz um tchauzinho por cima do ombro para os meus ‘novos amigos’. Saí rapidamente da sala de aula.

    Eu tinha mais uma aula e depois seria meu horário livre, iria descobrir alguma coisa sobre a Japonesa Viviane nesse tempo.

    O sinal tocou mais uma vez e eu fui em direção a sala de aula, quando estava passando em frente os armários a minha vítima japonesa estava vindo na direção contraria, na mão dela pude ver alguns livros, e um pequeno caderno rosa por cima de tudo, um diário, logo uma idéia se acendeu em minha cabeça. Fui seguindo até estar bem próxima a garota e ‘trombei’ com ela, a garota foi ao chão e seus livros se espalharam.

    -Me desculpe. – Eu repetia falsamente enquanto ajudava a menina a juntar suas coisas. – Me desculpa mesmo.

    -Que nada, sem problemas. – A garota tinha uma grande doçura na voz.

    A garota continuou seu caminho até outra sala de aula, em minhas mãos o diário descansava.

    Eu cheguei atrasada na aula de história geral por causa do incidente e levei uma bela bronca do Sr. Fetz, mas podemos dizer que valeu a pena, naquela aula seria aplicada uma prova então eu só poderia ler o diário no meu horário livre então abri minha bolsa e o guardei lá.

    A prova não difícil, eu tinha todo o conteúdo estudado, aliás, todo o pequeno tempo que sobrava para mim eu dedicava aos estudos, as ‘meninas malvadas’ consumiam todo o meu tempo. Os alunos que terminassem a prova poderiam sair da sala e foi o que eu fiz, saí da sala e corri para a cafeteria, lá provavelmente iria estar tranqüilo e tinham mesas.

    Eu pedi um descafeinado e um pão de queijo para a atendente e então fui para uma mesa com o meu pedido, coloquei minhas coisas em uma cadeira e sentei na outra já abrindo o caderninho rosa da garota.

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  10. parte II - Adriana. Capítulo quinze: Escondam seus segredos, Adriana está a solta!

    Ravine olhava para mim e para Cristiane com um ar de superioridade, em sua cara podíamos ver que ela estava bolando alguma coisa, não demorou muito até descobrirmos o que, ela começou a falar.

    -Adriana, você vai atrás de alguma coisa podre sobre esses três, essa Julia pode até ser super inteligente, mas com certeza ela esconde alguma coisa, aquele Matheus me passa alguma coisa estranha eu só não sei o que, acho que você só vai ter dificuldade com aquela japonesa, mas eu sei que você da conta… Querida! – Eu odiava quando ela me chamava desse jeito, ela era tão falsa, minha vontade era de cuspir na cara dela. – Para Cristiane eu tenho outra tarefa – A garota sorriu – Mas enquanto isso você já pode ir fazendo o que eu pedi.

    Eu me retirei da sala, e quando saí do campo de vista de Ravine comecei a andar batendo os pés no chão.

    Aquela tarefa não era difícil para mim, já estava acostumada a descobrir coisas sobre as pessoas, mas eu tinha medo do que ela poderia fazer com essas informações.

    Minha primeira vítima era Julia, iria deixar Matheus por ultimo até porque provavelmente era o mais fácil já que eu tinha meus contatos dentro do time.

    Eu me perguntava onde eu poderia descobrir algo sobre a candidata a presidente enquanto andava nos corredores da escola, em vinte minutos a próxima aula começava e eu não poderia perder, nós só não estávamos na aula nos minutos anteriores por causa da reunião.

    Após pensar um pouco eu me dei conta de que eu não teria que desviar de meu caminho, a próxima aula era matemática e vamos dizer que não era uma matéria que ia muito ruim, eu estava no último nível de matemática, na mesma sala que os amigos de Julia, a aula seria meu momento de ataque.

    O sinal tocou e eu corri com meus livros na mão até a sala de matemática, fiquei disfarçando na porta e quando os amigos de Julia me passaram entrei devagar logo atrás. Eu consegui o que eu queria, uma carteira bem ao lado deles. A professora de matemática, sempre dava uma revisão rápida quando a aula era de exercício, eu rezava para que essa fosse aula, e parece que minhas preces tinham sido ouvidas ou era a sorte que estava virada para o meu lado. A professora Bete deu a rápida explicação e passou a página a ser feita. O ‘qualquer dúvida é só me chamar’ foi o sinal de início do meu plano, eu virei para os queridos amigos de Julia.

    4 years ago  /  0 notes

High School Story

High School Story
A vida de um grupo de adolescentes em um colegio americano.
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